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Reforma Tributária e viagens corporativas: o que muda em 2026 e como preparar sua empresa

4 min de leitura
Reforma Tributária e viagens corporativas: o que muda em 2026 e como preparar sua empresa

A Reforma Tributária já começou a transformar a maneira como empresas brasileiras lidam com impostos, documentos fiscais e processos financeiros. Para quem gerencia viagens corporativas, essas mudanças também merecem atenção.

Com a implementação gradual da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), o setor de viagens e turismo entra em um período de adaptação.

Mas o que realmente muda para as empresas? As passagens aéreas vão ficar mais caras? E como preparar a gestão de viagens para esse novo cenário?

Entenda o que já está definido, quais questões permanecem em discussão e o que sua empresa pode fazer desde agora.

O que muda com a Reforma Tributária em 2026?

A Reforma Tributária busca simplificar a tributação sobre o consumo no Brasil, substituindo gradualmente diferentes impostos por um novo modelo.

Em 2026, começou a fase de testes da CBS e do IBS, com alíquotas de referência de 0,9% e 0,1%, respectivamente.

A partir de 2027, a CBS passa a integrar efetivamente o novo modelo de arrecadação, enquanto a implementação do IBS seguirá um calendário gradual até 2033.

Para as empresas, a transição exige atenção especial à documentação fiscal, à adequação dos processos financeiros e às regras de aproveitamento de créditos tributários.

No universo das viagens corporativas, essas questões envolvem desde a aquisição de passagens até a gestão das despesas realizadas pelos colaboradores.

As passagens aéreas vão ficar mais caras?

Esse é um dos principais questionamentos levantados pelo setor.

Companhias aéreas e entidades representativas manifestaram preocupação com a possibilidade de aumento da carga tributária e seus reflexos sobre os preços das passagens.

A LATAM, por exemplo, divulgou estimativas de aumento superior a 20% no valor dos bilhetes. A Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) também apresentou projeções de elevação das tarifas.

Entretanto, esses números representam estimativas do setor, e não reajustes definitivos.

O impacto final dependerá de diferentes fatores, incluindo as alíquotas aplicáveis, os créditos tributários, os custos operacionais e as condições do mercado.

Além disso, o tratamento tributário pode produzir efeitos diferentes sobre consumidores individuais e empresas que adquirem passagens para atividades corporativas.

Por isso, ainda não é possível estabelecer um percentual único de aumento para todas as viagens.

O que muda para a gestão de viagens corporativas?

Mesmo sem uma definição sobre o impacto final nos preços, a Reforma Tributária já traz pontos de atenção para gestores de viagens, departamentos financeiros e equipes de compras.

1. Planejamento do orçamento de viagens

Diante de possíveis mudanças na composição dos custos, acompanhar o histórico de despesas e identificar variações nos preços se torna ainda mais importante.

Empresas que possuem visibilidade sobre seus gastos conseguem avaliar cenários e revisar seus orçamentos com mais informações.

2. Organização de documentos e comprovantes

As mudanças nas obrigações fiscais exigem atenção à forma como documentos são emitidos, recebidos e utilizados nos processos financeiros.

Manter informações organizadas e acessíveis facilita a conferência das despesas e a comunicação entre as áreas responsáveis.

3. Políticas e aprovações de viagens

Critérios claros para solicitações, limites de gastos e aprovações ajudam a manter a consistência dos processos, especialmente em períodos de mudanças econômicas e regulatórias.

4. Acompanhamento dos indicadores

Mais do que observar o valor de uma passagem isoladamente, é importante entender a evolução dos gastos por período, colaborador, destino e centro de custo.

Essas informações ajudam os gestores a identificar oportunidades de otimização e fundamentar decisões.

E os créditos tributários?

Uma das mudanças relevantes do novo modelo é a possibilidade de aproveitamento de créditos de IBS e CBS pelas empresas, conforme as regras aplicáveis.

No caso das viagens corporativas, esse mecanismo pode influenciar a avaliação do custo tributário efetivo de determinadas despesas.

Entretanto, o direito ao crédito e seu aproveitamento dependem do enquadramento tributário, da natureza da operação, da documentação e das demais exigências legais.

Por isso, é importante que as empresas acompanhem as orientações de suas áreas fiscais e contábeis antes de incorporar eventuais benefícios às projeções orçamentárias.

Como preparar sua empresa para esse novo cenário?

Embora parte dos impactos ainda dependa da implementação das novas regras, algumas medidas já podem contribuir para uma gestão mais organizada:

  • Revisar o histórico de despesas com viagens corporativas.
  • Acompanhar as atualizações das companhias aéreas e dos órgãos reguladores.
  • Avaliar os processos de documentação e prestação de contas.
  • Manter políticas de viagens e fluxos de aprovação atualizados.
  • Utilizar indicadores para acompanhar custos e apoiar o planejamento financeiro.

O objetivo não é antecipar conclusões sobre os efeitos da reforma, mas preparar a empresa para tomar decisões com mais segurança.

O papel da tecnologia na gestão de viagens

Em um cenário de mudanças, a tecnologia pode ajudar a simplificar processos e ampliar a visibilidade sobre os gastos corporativos.

Com a Biztrip, as empresas podem centralizar a gestão de viagens e despesas em uma única plataforma, contando com recursos como políticas de viagens, fluxos de aprovação, prestação de contas digital e relatórios gerenciais.

Essas funcionalidades ajudam a reduzir processos manuais, organizar informações e oferecer mais controle sobre a rotina financeira das viagens.

A tecnologia não substitui a análise tributária especializada, mas contribui para que as empresas tenham informações mais organizadas para apoiar suas decisões.

O que esperar daqui para frente?

A Reforma Tributária representa uma mudança importante para o setor de viagens, mas seus efeitos serão percebidos gradualmente.

Enquanto novas etapas entram em vigor e pontos específicos são regulamentados, empresas e gestores devem acompanhar as atualizações e avaliar como essas mudanças se relacionam com suas operações.

Independentemente do cenário tributário, uma gestão de viagens eficiente continuará dependendo de planejamento, organização e visibilidade sobre os custos.

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Conteúdo informativo elaborado com base na legislação e nas informações disponíveis em outubro de 2026. Não substitui orientação jurídica, fiscal ou contábil especializada.